Tecnologia do Blogger.
Os três dias de Gramado Summit 2026 foram recheados de vários vértices do mercado online, desde palcos e palestras voltados para e-commerce, Inteligência Artificial, mundo dos games, turismo do futuro, marketing digital, inovação, vendas e empreendedorismo.
Além das palestras, o Serra Park virou um verdadeiro ponto de encontro para networking, parcerias e novos negócios através dos vários expositores e startups da região — e também nacionais.
Mais de 23 mil pessoas circularam durante os três dias de evento. Mas, mais do que números, a sensação era de estar vivendo um grande ecossistema em movimento.
O tema “Make It Human” trouxe um olhar necessário para o futuro
Em uma época em que tudo gira em torno da Inteligência Artificial e da automação, a edição de 2026 trouxe um tema extremamente provocativo: “Make It Human”.
A proposta do evento foi justamente discutir como a tecnologia pode continuar evoluindo sem deixar de lado aquilo que nenhuma máquina consegue substituir: criatividade, empatia, visão estratégica, conexões humanas e autenticidade. E isso ficou muito evidente nos conteúdos apresentados ao longo dos palcos.
O mais interessante da Gramado Summit é justamente a diversidade de assuntos acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto um palco falava sobre IA aplicada aos negócios e produtividade, outro debatia creators economy, branding, vendas, comunidades, startups, futuro do turismo, games e transformação digital.
A Arena Geek, uma em que assisti muitas palestras, por exemplo, mostrou como o universo gamer e a cultura pop já fazem parte das estratégias de comunicação e negócios de grandes marcas.
Também foi impossível não perceber o quanto a Inteligência Artificial dominou as conversas deste ano. O evento trouxe uma abordagem interessante: como usar a tecnologia para potencializar ideias, acelerar processos e abrir espaço para que as pessoas foquem no que realmente importa.
O networking talvez seja uma das partes mais valiosas
Entre uma palestra e outra, os corredores do evento eram uma extensão dos palcos. A cada caminhada surgiam novas conversas, trocas de experiências, conexões inesperadas e oportunidades de negócio.
E talvez esse seja um dos maiores diferenciais de eventos presenciais como a Gramado Summit: a possibilidade de encontrar pessoas que estão construindo, criando e inovando em diferentes áreas — mas vivendo desafios muito parecidos. Futuros parceiros de negócios, trocas do mercado de trabalho, e muito mais.
Era possível conversar com empreendedores iniciando suas startups, profissionais do digital, investidores, creators, empresas tradicionais se reinventando e marcas buscando novas formas de se conectar com o público. Tudo no mesmo espaço.
O evento também reforçou como o Rio Grande do Sul continua sendo um polo forte de inovação e empreendedorismo. Entre os destaques, uma startup gaúcha venceu a principal disputa da Gramado Summit com uma solução voltada à prevenção de intoxicação por nicotina, mostrando como tecnologia e impacto social podem caminhar juntos.
Depois de tantos conteúdos, conexões e insights, fica aquela sensação de que eventos assim expandem a nossa visão. Porque não é apenas sobre aprender tendências novas.
- É sobre perceber como o mercado está mudando.
- Como as marcas estão se comunicando.
- Como a tecnologia está transformando profissões.
- E principalmente: como ainda existe espaço para autenticidade em meio a tanta automação.
A Gramado Summit 2026 terminou, mas deixou várias reflexões importantes sobre futuro, inovação e presença humana nos negócios. Com certeza, a certeza que ficou foi: Em um mundo cada vez mais tecnológico, o diferencial continua sendo aquilo que nos torna humanos.
Maví é a típica "garota perfeita" que todos admiram. Representante da turma de nono ano, filha exemplar, apoio para as amigas e influenciadora digital, a adolescente construiu uma imagem de alguém sempre pronta para resolver qualquer problema. Por trás disso, porém, existe uma menina que carrega o peso de ser responsável por tudo ao seu redor. Quando as coisas saem de controle, a protagonista de Brilhante Maví se vê no centro de situações que vão desafiar sua reputação, relações e a própria identidade.
Escrito pela autora best-seller Queren Ane, o livro já começa com uma cena divertida. Campeã das olimpíadas de português, Maví está determinada a consertar um simples acento gramatical fora do lugar em um mural da escola. Mas a tentativa termina em caos com o pôster do diretor rasgado ao meio (e muitas risadas com as melhores amigas Iza e Sofi, é claro). Esse perfeccionismo da personagem aparece também ao lidar com as pressões familiares, competições estudantis e um coração partido que ela não faz ideia de como remendar.
Todo mundo sabe que harmonia é paroxítona terminada em “a”. Não leva acento. [...] Dou um pulão e faço um microrrasgo. Encaro o “n” partido ao meio. Agora “harmonía” se tornou “harmo ia”. Céus! Destruímos a harmonia. Literalmente. (Brilhante Maví, p. 8 a 10)
Entre expectativas frustradas, confusões com os colegas e conflitos internos, a garota descobre que nem tudo pode ser consertado. O enredo mergulha na adolescência e na saúde emocional da Geração Z ao mostrar como a busca por aprovação externa pode gerar culpa e ansiedade. Queren Ane conduz Maví e também as leitoras em uma jornada de amadurecimento — ensinando que reconhecer os próprios limites e lidar com os seus erros também faz parte do crescimento.
Este lançamento da Editora Mundo Cristão captura a essência das salas de aula brasileiras: dos trotes escolares aos dilemas do primeiro amor e a onipresença das redes sociais. Ainda explora referências que geram identificação imediata com o público jovem, como músicas da cantora Taylor Swift, bandas de K-pop e doramas.
Apesar da fama mundial de Bruce Lee como astro das artes marciais, este livro revela uma camada que muitas pessoas desconhecem: a de um pensador profundo, filósofo, que via a vida como um constante processo de autoconhecimento, adaptação e presença.
Com uma narrativa íntima e acessível, Shannon (filha de Bruce Lee) reúne ensinamentos, reflexões e histórias que mostram como a filosofia do pai pode ser aplicada no cotidiano — não como teoria, mas como prática.
Artes marciais como metáfora para a vida
Existe um ponto central que atravessa toda a obra: as artes marciais nunca foram apenas sobre luta. Para Bruce Lee, elas eram um caminho de disciplina e, principalmente, de consciência.
Cada movimento, cada reação, cada decisão carrega um princípio que se conecta diretamente com a forma como vivemos: como lidamos com desafios, como reagimos às mudanças, como nos posicionamos diante do mundo.
“Seja como a água”: flexibilidade é força
A metáfora da água talvez seja o ensinamento mais conhecido — e também o mais profundo.
A água não resiste ao obstáculo.
Ela não entra em confronto direto.
Ela encontra outro caminho.
Ser como a água exige presença, inteligência e adaptação.
Exige entender que insistir sempre da mesma forma não é ser forte, pode apenas ser apego.
Na prática, isso se traduz em:
- Saber mudar de estratégia sem perder a essência
- Entender quando avançar e quando contornar
- Não se prender a formas rígidas de pensar ou agir
A água continua sendo água, independentemente do recipiente. E talvez esse seja o ponto: adaptar-se sem deixar de ser quem se é.
A vacuidade: o poder de esvaziar para enxergar
Outro ensinamento que se destaca é o conceito de vacuidade. A imagem é simples: uma xícara cheia não comporta mais nada. Se quisermos colocar mais café, ela transborda. Agora traz isso para a vida. Quantas vezes estamos “cheias” de certezas, julgamentos e interpretações antes mesmo de viver uma experiência? Quantas vezes deixamos de aprender algo novo porque acreditamos que já sabemos? A proposta aqui não é esvaziar para perder — é esvaziar para abrir espaço.
Espaço para novas ideias
Espaço para diferentes perspectivas
Espaço para enxergar com mais clareza
Sem esse vazio, não existe expansão.
Um dos maiores aprendizados do livro não está em uma frase específica, mas na forma como todas elas se conectam: tudo começa pela presença.
- Estar presente nos próprios pensamentos.
- Estar presente nas próprias ações.
- Estar presente nas próprias escolhas.
Sem isso, qualquer tentativa de mudança se torna superficial.
Bruce Lee não falava sobre perfeição — falava sobre consciência. Sobre observar, ajustar, evoluir.
E isso muda completamente a forma como encaramos o desenvolvimento pessoal: não como uma busca constante por “mais”, mas como um aprofundamento no que já está aqui.
Mesmo décadas após sua morte, os ensinamentos de Bruce Lee continuam relevantes. Talvez porque não estejam ligados a uma época — mas à natureza humana.
Em um mundo acelerado, onde tudo pede respostas rápidas, o livro propõe o oposto: presença, reflexão e intenção. Ele não traz fórmulas prontas. Não promete resultados imediatos. Mas oferece algo mais valioso: direção.
Vale a leitura? Se a proposta for apenas consumir mais um livro, talvez não. Mas se existe uma abertura real para olhar para dentro, questionar padrões e experimentar uma nova forma de se posicionar na vida, então sim — essa é uma leitura que faz sentido.
Seja como a água não é sobre se tornar alguém diferente. É sobre remover excessos, rigidez e distrações… até que reste apenas o essencial.
E, a partir disso, seguir com mais leveza, clareza e verdade.
Autora best-seller Katherine Center lança "The Love Haters" no Brasil pela Editora Jangada
27 abril 2026
A autora best-seller do New York Times Katherine Center está de volta às livrarias brasileiras com seu novo romance “Haters do Amor“, uma história divertida, repleta de romance, risadas e momentos eletrizantes que farão os leitores se apaixonarem na primeira página. A escritora ficou mundialmente conhecida por seus romances “The Lost Husband” e “Happiness for Beginners” que ganharam adaptações para a Netflix.
Na história de “Haters do Amor“, somos apresentados a Katie Vaughn, que já teve seu coração partido e jura que nunca mais vai acreditar em histórias de amor. Mas sua carreira como produtora de vídeo está em risco, e a única chance de se salvar é aceitar um trabalho de última hora com Tom “Hutch” Hutcheson, nadador-salvador da Guarda Costeira em Key West, na Flórida. O problema? Katie não sabe nadar, mas finge que sabe — e ainda precisa lidar com Cole, irmão de Hutch, que não suporta sua presença.
O que se segue é uma aventura hilária e romântica: aulas de natação, voos de helicóptero, concursos de quem bebe mais, furacões, beijos roubados e um dogue alemão fofo e travesso. Entre mentiras, risadas e momentos de ternura, Katie descobre que o amor pode surgir nos lugares mais inesperados… e que, às vezes, a pessoa que mais irrita você é talvez a única capaz de te fazer acreditar no amor novamente.
Com seu talento inconfundível, Katherine Center combina humor, emoção e personagens inesquecíveis, criando uma história que conquista tanto o coração quanto os risos do leitor, o que torna “Haters do Amor“ uma leitura essencial para fãs de Ali Hazelwood, Lynn Painter, e Jenna Evans Welch, e promete ser um dos romances mais comentados do ano.
— Não namoro ninguém há um ano. Será que odeio o amor?— Não sei — disse Cole. — E você? Sabe?Boa pergunta. Talvez. Um ano. Eu não tinha notado até dizer: já estava solteira havia um ano. Mas não tinha pensado que odiava o amor. Pensei que estava apenas me recuperando do amor. Não seria possível que alguém odiasse o amor, não é? Será que isso era permitido? Mas, na realidade... O que o amor já havia feito por mim além de me frustrar, me esgotar, me enganar e me decepcionar? Não tinha mesmo sido só perda de tempo e de energia? Talvez eu fosse muito crédula.Assisti a mais filmes da Disney do que deveria. Fui condicionada pelo excesso de comédias românticas da década de 1990. Talvez eu devesse ter tido um pouco mais de discernimento. — Acho que não odeio o amor — finalmente disse a Cole. — Mas, na verdade, não seria má ideia.
Elogios ao livro:
“O novo romance de Center é uma aventura encantadora, com personagens carinhosamente reservados e situações hilárias que revelam seus mundos de forma perfeita.” — Booklist
“Hilário, alucinante e cheio de ternura — um lembrete de que nossa primeira história de amor precisa ser sempre com nós mesmos.” — Jodi Picoult, autora best-seller do New York Times
O balbuciar de um eterno, de Dionysius Fredericus, não se propõe a organizar respostas. Pelo contrário. Ele se instala exatamente naquele espaço desconfortável — e ao mesmo tempo fascinante — onde as perguntas continuam abertas.
O próprio título já entrega o tom da experiência: balbuciar não é falha, é tentativa. É o gesto humano de tentar nomear aquilo que é grande demais para caber em definições. E talvez seja justamente aí que a obra começa a tocar algo mais profundo.
A escrita de Dionysius caminha por um território híbrido: não é apenas poesia, nem apenas filosofia. É um encontro entre as duas. E foi justamente isso que me deixou curiosa para conhecer a obra, e achá-la tão diferente do que já li até hoje.
Dividido em quarenta fragmentos, o livro reúne pensamentos, imagens e inquietações que não seguem uma lógica linear. Cada trecho funciona como uma fresta — pequena, mas suficiente para deixar entrar luz.
Aqui, o leitor não é conduzido. Ele é convidado. Ao invés de consumir um conteúdo, você passa a participar dele.
Ao longo da obra, surgem questões antigas — e inevitáveis:
- Quem somos além do que mostramos?
- Existe um início ou estamos sempre no meio?
- O que permanece quando tudo muda?
Essas perguntas ecoam pensamentos de grandes nomes da filosofia como Platão, Heráclito, Friedrich Nietzsche, Søren Kierkegaard e Jean-Paul Sartre — não como citações diretas, mas como presenças no texto. Ao mesmo tempo, o livro dialoga com ideias contemporâneas sobre ciência, espiritualidade, carma e ciclos da existência.
É como se diferentes tempos e visões se encontrassem no mesmo ponto: o mistério de existir.
Talvez a melhor forma de definir O balbuciar de um eterno seja essa: não é um livro para entender. É um livro para sentir. Ele não entrega respostas prontas, nem tenta organizar o mundo ou os pensamentos. Como se, ao invés de encontrar certezas, você aprendesse a conviver melhor com as perguntas.
Esse livro é sobre o esforço humano de traduzir o infinito — mesmo sabendo que nunca será completo. E, ainda assim, continuar tentando.
Se você gosta de poesia e filosofia, te convido a conhecer a obra. CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS.
Manu e Duda sempre foram inseparáveis. Daquelas amizades que se constroem nos pequenos rituais do dia a dia, como dividir o lanche no intervalo, trocar confidências e encontrar um espaço seguro uma na outra. No entanto, com a chegada do 6º ano na escola, algo começa a mudar. Em meio a novas dinâmicas, sentimentos difíceis de nomear e silêncios que passam a ocupar o lugar das conversas, a relação entre as duas se transforma. É nesse território sensível de transição da infância para a adolescência que acontece a narrativa de Minha (quase) ex-melhor amiga, lançamento de Rebeca Kim.
Na obra, publicada pela VR Editora, o leitor acompanha o início desse distanciamento a partir de situações cotidianas que, aos poucos, ganham novos significados. O ciúme diante de novas amizades, pequenas atitudes mal interpretadas e um gesto impulsivo que gera desconfiança passam a tensionar a relação das meninas. Esse acúmulo de emoções é evidenciado durante os ensaios para a festa junina, quando já não encontram mais o mesmo ritmo, nem na dança, nem na amizade.
O conflito ganha novos contornos quando a falta de sincronia dá início a uma discussão verbal, que evolui para uma briga física, causa a queda de Manu de sua cadeira de rodas e termina com as duas suspensas por três dias. Longe da rotina escolar, é no silêncio da ausência que percebem o quanto a amizade ainda ocupa um lugar central em suas vidas, seja na falta das conversas sobre séries, das partidas de videogame ou na simples presença uma da outra.
Incentivada pelas mães, Manu toma a iniciativa de se reaproximar, e o reencontro acontece com o pretexto de ensaiarem a coreografia da apresentação. Entre conversas e confissões, Duda revela o que não conseguiu dizer antes e, pela primeira vez, conseguem falar sobre o que estavam sentindo. Mais do que resolver o desentendimento, esse episódio marca o início de uma nova forma de se relacionar: mais honesta, aberta e atravessada pelas descobertas dessa fase.
Manu e Duda facilmente andariam no recreio, ou melhor,no intervalo com minhas personagens. Em “Minha (quase) ex-melhor amiga”,você vai ver que com uma boa rede de apoio podemos passar pela adolescênciacom mais carinho e entender que todos os sentimentos são válidos— a gente só precisa não ter medo de entendê-los melhor.Thalita Rebouças, escritora best-seller
Carioca, nipo-brasileira e cadeirante, Rebeca Kim constrói um enredo em que a diversidade aparece de forma orgânica, integrada à vida das personagens, sem ser tratada como obstáculo. Ao trazer uma protagonista negra, cadeirante e filha de duas mulheres com naturalidade e afeto, a autora amplia as possibilidades de identificação para jovens leitores, sem recorrer a estereótipos ou a uma visão limitada dessas vivências. Com ilustrações delicadas de Purin Naka, que retrata cada fase da amizade das protagonistas, Minha (quase) ex-melhor amiga é uma história sobre amadurecimento que acolhe, representa e convida à empatia, reforçando que toda experiência merece ser vista em sua complexidade e, sobretudo, em sua potência.
As Antologias mínimas de Fernando Pessoa, lançadas pela Tinta-da-China Brasil, são essenciais no Dia Mundial da Língua Portuguesa
17 abril 2026
No dia 5 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa — e Fernando Pessoa, maior elo literário entre Portugal e o mundo contemporâneo, é um dos nomes que conferem peso e sentido à comemoração. Pessoa publicou pouco em vida, mas deixou uma quantidade gigantesca de textos em verso e prosa que foram e seguem sendo organizados, editados e lançados graças ao trabalho paciente dos estudiosos e a novas descobertas que vieram a público a partir de seu espólio continuamente revisitado.
É desse movimento que nascem as Antologias mínimas: prosa e poesia, publicadas pela Tinta-da-China Brasil e organizadas por Jerónimo Pizarro, o maior especialista nos manuscritos do escritor português e o responsável pela Coleção Pessoa na editora no Brasil e em Portugal. Com uma seleção significativa e enxuta de sua poesia e uma coletânea reveladora de sua prosa, o lançamento promove um encontro completo com Pessoa. Os volumes estão disponíveis separadamente e também em kit especial, que tem como brinde uma caderneta para estimular o leitor a criar sua própria antologia mínima.

Kit Antologias mínimas: prosa e poesia
Divulgação/Tinta-da-China Brasil
Em formato de bolso e com grafia atualizada, as Antologias mínimas reforçam o projeto da casa editorial de trazer ao público edições caprichadas da obra pessoana, enriquecidas com fotografias e fac-símiles, além de materiais inéditos. Só em 2025, por exemplo, quando se completaram noventa anos da morte de Pessoa, a coleção dirigida por Pizarro ganhou dois títulos importantes — Cartas de amor e Obra completa de Ricardo Reis —, somando-se a outros, como Livro do desassossego, 136 pessoas de Pessoa, Obra completa de Álvaro de Campos e Obra completa de Alberto Caeiro. Nas palavras do organizador da coleção: “Pessoa sempre foi pessoas e cada vez mais. Quão crescentemente múltiplo não será...”.
Antologia mínima: poesia

Antologia mínima: poesia
Divulgação/Tinta-da-China Brasil
Durante décadas, muitos dos poemas de Pessoa ficaram dispersos em arquivos ou soterrados entre papéis ainda por decifrar, o que tornava quase impossível propor uma seleção abrangente. Antologia mínima: poesia surge agora não como uma coletânea definitiva, mas como uma contribuição para o diálogo constante que se estabelece, geração após geração, entre os versos de Pessoa e seus leitores.
É complexa a tarefa de selecionar poemas de um autor que se desdobrou em vozes e heterônimos. Pessoa deixou planos editoriais, listas e projetos, mas também uma infinidade de versões e manuscritos que demandam escolhas delicadas. Optar por um texto em detrimento de outro, decidir entre variantes, incluir ou excluir determinados poemas — tudo isso faz parte do trabalho silencioso de quem edita. Ao lado dos textos, esta antologia apresenta fac-símiles que revelam detalhes preciosos: notas marginais ou até outros escritos que dividem o mesmo papel. É uma forma de partilhar o gosto pelo arquivo e de mostrar ao leitor os bastidores da obra.
O livro se divide em cinco partes. Na primeira, há poemas assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta são reservadas à poesia de seus três heterônimos principais: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A última parte da antologia inclui poemas assinados por autores fictícios, ou seja, uma pequena amostra dos mais de cem nomes inventados por Pessoa, como Dr. Pancrácio, Vicente Guedes, Charles Robert Anon, Alexander Search e Joaquim Moura-Costa.
Mais do que uma simples reunião de poemas, Antologia mínima: poesia é um convite à leitura para públicos diversos, tanto para quem deseja um primeiro contato com a poesia pessoana quanto para os que já a conhecem e desejam redescobri-la sob novos ângulos. É também uma chamada aos estudantes e aos “amadores” da poesia, no sentido mais nobre da palavra: aqueles que se deixam surpreender e que continuam a aprender e se admirar com cada verso.
Assim, esta antologia se inscreve numa tradição de leituras e releituras que jamais se esgotam. Pessoa foi sempre múltiplo, e cada nova seleta confirma sua incessante capacidade de reinvenção. Entre poemas consagrados — como “Autopsicografia” e “Ode marítima” — e joias menos difundidas, o leitor encontrará um testemunho da riqueza e da pluralidade de um dos maiores poetas do século XX.
Antologia mínima: prosa

Antologia mínima: prosa
Divulgação/Tinta-da-China Brasil
Fernando Pessoa é celebrado especialmente como poeta, mas a maior parte de seu espólio está em prosa — e a Tinta-da-China Brasil traz um panorama dessa produção menos visível em Antologia mínima: prosa. Além de ficções breves e de excertos do incontornável Livro do desassossego, a seleção reúne escritos sociopolíticos, filosóficos, esotéricos, epistolares e teóricos, somando-se ainda notas e apontamentos que revelam um pensamento em constante atividade. Pessoa se aventurou também fora dos limites de sua língua nativa, escrevendo textos em inglês e francês que aqui são acompanhados de tradução.
Reunir em antologia esse material vasto e heterogêneo significa lidar com escolhas nem sempre fáceis, em meio a versões múltiplas, fragmentos que se repetem e esboços que depois se desenvolvem em escritos mais longos. O resultado é inevitavelmente parcial, mas também revelador: cada seleção abre novas possibilidades de leitura e redescoberta.
Antologia mínima: prosa também se divide em cinco partes: a primeira é reservada a textos assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta contêm material dos três heterônimos mais conhecidos do escritor. A quinta parte, intitulada “E outros”, destina-se a produções textuais atribuídas a alguns dos tantos nomes inventados por Pessoa — como Horace James Faber, Charles Robert Anon, Jean Seul de Méluret, Sr. Pantaleão e Raphael Baldaya — que, embora não tenham alcançado o status de heterônimos, ganharam existência literária por meio daquilo que supostamente escreveram.
Entre os textos escolhidos por Pizarro estão páginas conhecidas, como a carta a Adolfo Casais Monteiro sobre a origem dos heterônimos, mas também peças mais leves e divertidas — aforismos, contos, cartas a Ofélia — e algumas preciosidades que podem surpreender até leitores experientes, como a hilariante “Crônica decorativa”.
Há espaço também para a própria reflexão de Pessoa sobre os limites entre poesia e prosa. Em textos críticos e teóricos, o autor discute as diferenças entre as duas formas da palavra escrita, ora aproximando-as, ora sublinhando suas especificidades. Essa dimensão metalinguística aponta a natureza experimental da obra pessoana e mostra como o escritor se pensava tanto poeta quanto prosador. Nas palavras de Pizarro no prefácio da edição, “se há mais antologias de sua obra em verso do que da sua obra em prosa é simplesmente porque os críticos costumam privilegiar os poetas em detrimento dos prosadores”.
Sem a pretensão de delimitar um corpus definitivo, Antologia mínima: prosa é um convite à descoberta. Ao lado de textos consagrados, o livro apresenta páginas que permitem “desaprender Pessoa”, para citar Alberto Caeiro, e reencontrar sua obra com o frescor da primeira leitura.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888‑1935) é hoje o principal elo literário de Portugal com o mundo. Sua obra em verso e em prosa é a mais plural que se possa imaginar, pois tem múltiplas facetas, materializa inúmeros interesses e representa um autêntico patrimônio coletivo: do autor, das diversas figuras autorais inventadas por ele e dos leitores. Algumas dessas personagens — Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos —, Pessoa denominou “heterônimos”, reservando a designação de “ortônimo” para si próprio. Diretor e colaborador de várias revistas literárias, autor do Livro do desassossego e, no dia a dia, “correspondente estrangeiro em casas comerciais”, Pessoa deixou uma obra universal em três línguas que continua a ser editada e estudada desde que escreveu, antes de morrer, em Lisboa, “I know not what tomorrow will bring” [“Não sei o que o amanhã trará”].
Jerónimo Pizarro

Jerónimo Pizarro
Divulgação/Tinta-da-China Brasil
Professor, tradutor, crítico e editor, Jerónimo Pizarro é o responsável pela maior parte das novas edições e novas séries de textos de Fernando Pessoa publicadas em Portugal desde 2006. Professor da Universidade dos Andes, titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e prêmio Eduardo Lourenço (2013), Pizarro voltou a abrir as arcas pessoanas e redescobriu a “biblioteca particular de Fernando Pessoa”, para utilizar o título de um dos livros da sua bibliografia. Foi o comissário da visita de Portugal à Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo) e à Festa do Livro e da Cultura de Medellín, e coordena há vários anos a visita de escritores de língua portuguesa à Colômbia. Coeditor da revista Pessoa Plural, assíduo organizador de colóquios e exposições, dirige atualmente a Coleção Pessoa na Tinta‑da‑China no Brasil e em Portugal.
Lançamento: 2 de abril de 2026
Sobre a Tinta-da-China Brasil
A Tinta-da-China Brasil foi fundada em 2012, no Rio de Janeiro, por Bárbara Bulhosa, para trazer ao país a excelência da casa fundada em 2005 em Lisboa. Em 2022, a editora brasileira passou para os cuidados da Associação Quatro Cinco Um, em São Paulo, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro no Brasil, que deu prosseguimento ao projeto editorial, concentrado nos eixos de literatura, história e ciência, com desvios pelo humor, jornalismo, quadrinhos e crítica literária.
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