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Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente: quando seguir em frente também é um ato de coragem

29 maio 2026


Por que insistimos tanto em remoer os porquês das coisas?

Por que algumas situações continuam ocupando espaço dentro da gente mesmo depois de terem acabado? Talvez porque fomos ensinados a acreditar que precisamos entender tudo antes de seguir em frente. Como se cada despedida ou falta, precisasse de explicação. Como se cada dor precisasse fazer sentido.

Eu já estive deste lado, de ficar questionando, tentar achar uma resposta, um sentido para os fatos. Mas nem sempre faz sentido. Às vezes, as coisas simplesmente acontecem. E talvez deixar pra lá seja justamente o que precisamos para continuar vivendo.

Esse é o mote de Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente, da autora Vanessa Brunt. Um livro que mistura contos, frases, poemas e reflexões em textos carregados de sentimentos — mas não daqueles sentimentos leves e confortáveis. Pelo contrário. Vanessa escreve, também, sobre aquilo que dói, que incomoda, que aperta as feridas que tentamos esconder. E talvez seja justamente por isso que sua escrita seja tão necessária.


Já conheço a escrita da Vanessa há alguns anos e, ainda assim, continuo me surpreendendo com a forma como seus textos conseguem atingir exatamente aquilo que evitamos olhar.

Os textos funcionam quase como um “dedo na ferida”. Escrita que incomoda para nos fazer refletir. Obriga a encarar sentimentos guardados, relações mal resolvidas, traumas silenciosos e dores que continuam dentro da gente. Ao mesmo tempo, existe acolhimento.

A autora não escreve como alguém que tem todas as respostas. Pelo contrário: ela escreve como quem entende que todos somos feitos de traumas, vivências, rachaduras, confusões, perdas e tentativas de reconstrução.


Todos carregamos mundos dentro de nós


Uma das coisas mais bonitas do livro é perceber como a autora constrói personagens profundamente humanos. Todos ali carregam histórias difíceis. Mágoas antigas. Medos. Culpa. Feridas emocionais que atravessam o cotidiano de maneiras diferentes.

E talvez o grande ponto da obra esteja justamente nisso: entender que toda pessoa é um universo inteiro dentro de si. Todos somos um emaranhado de histórias, acontecimentos e cicatrizes invisíveis.

Enquanto acompanhamos os contos, também somos convidados a olhar para nossas próprias dores. Para aquilo que ainda seguramos dentro da gente, mesmo sabendo que já deveríamos ter soltado.

O livro não segue uma estrutura tradicional. Vanessa Brunt mistura contos com poemas, frases reflexivas e seus já conhecidos jogos de palavras. E funciona muito bem.

A leitura flui de forma intensa e emocional. Em alguns momentos, você para porque uma frase "te pegou mais profundamente". Em outros, porque um personagem desperta identificações desconfortáveis demais.

Existe uma sensibilidade muito forte na maneira como a autora transforma sentimentos difíceis em palavras. E talvez seja exatamente isso que faz com que tanta gente se conecte com seus textos.

Se você gosta de livros reflexivos, escritos intensos e textos que misturam poesia, sentimentos e realidade, Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente provavelmente vai conversar com você em algum nível.

É uma leitura para sentir. Para marcar frases (quem me conhece sabe que adoro rabiscar livros kkkk). Para pausar em alguns capítulos e respirar fundo.

Vanessa Brunt escreve para quem já entendeu que existir também é lidar com dores, processos de cura e recomeços. E talvez o mais bonito seja justamente perceber que seguir em frente nem sempre significa esquecer. Às vezes, significa apenas parar de carregar aquilo que já pesou demais.

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O Filho do Carpinteiro: um livro que emociona, provoca e faz refletir sobre a humanidade

28 maio 2026

Uma leitura emocionante sobre fé, dor, esperança e humanidade. Descubra por que O Filho do Carpinteiro, de John Gray, foi um dos livros mais surpreendentes e emocionantes que li recentemente.

Quando comecei a leitura, imaginei que encontraria apenas uma narrativa mais religiosa ou uma história previsível sobre fé. Mas fui completamente surpreendida. O livro entrega muito mais do que isso: ele fala sobre dor, perdas, julgamentos, esperança, humanidade e sobre como, muitas vezes, estamos tão presos ao cinismo que deixamos de enxergar os pequenos milagres ao nosso redor. E talvez seja justamente isso que torna essa leitura tão especial.


A trama acompanha Brooklyn, uma jornalista investigativa, conhecida por desmascarar fraudes e expor mentiras. Brooklyn é extremamente cética. Ela não acredita facilmente nas pessoas e carrega consigo uma visão amarga da humanidade.

Certo dia ela começa a investigar um pai e uma filha violinistas que, segundo rumores, sequer tocam de verdade — apenas fingem enquanto a música toca ao fundo. Ou um homem que afirma ser cego, mas que aparenta enxergar perfeitamente. Determinada a provar que tudo não passa de manipulação emocional, Brooklyn inicia uma investigação.

Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de um homem misterioso conhecido apenas como “O Filho do Carpinteiro”. E é nesse momento que a narrativa deixa de ser apenas uma investigação jornalística e se transforma em algo muito maior.

Em outra parte da narrativa, conhecemos Piper e Gabriel. Piper perdeu o irmão para a guerra e carrega dentro de si uma mistura dolorosa de tristeza e raiva. Ela não consegue compreender as escolhas do irmão e, de certa forma, também não consegue perdoá-lo por ter partido.

É aí que o misterioso Edward aparece na vida deles para mostrar que talvez nem tudo seja exatamente como enxergamos. Que existem feridas invisíveis. Que existem dores silenciosas. E que tudo acontece por uma razão.

@lendocomcafe Lançamento da @Editora Rocco que vai te emocionar e abraçar sua fé 📚🥹🥰 #booktokbrasil . #booktok #editorarocco #ofilhodocarpinteiro #literaturacristã ♬ Crystalline Clarity - Ernesto P. Neto

Foi impossível não me emocionar em vários momentos dessa leitura. O livro toca em lugares muito profundos da experiência humana.

Ele fala sobre perda.
Sobre fé.
Sobre julgamentos.
Sobre empatia.
Sobre como enxergamos os outros.
E principalmente sobre como enxergamos a nós mesmos.

O mais interessante é que a narrativa é extremamente fluida. A leitura prende, envolve e faz com que seja difícil parar.

John Gray constrói uma história sensível, emocionante e cheia de reflexões sem deixar a trama pesada. Existe um equilíbrio muito bonito entre emoção, mistério e espiritualidade.

O Filho do Carpinteiro fala sobre esperança em tempos difíceis. Sobre enxergar além das aparências. Sobre entender que talvez existam coisas que simplesmente não conseguimos explicar.

E principalmente: sobre lembrar que nunca estamos completamente sozinhos.

Foi uma leitura que me surpreendeu muito mais do que eu imaginava e que certamente vou guardar comigo por bastante tempo. Se você decidir ler, prepare o coração.

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O que acontece quando um demônio descobre o amor?

26 maio 2026


As paisagens de Montreal, no Canadá, ganham contornos sobrenaturais quando quatro demônios fogem do inferno em busca de liberdade e passam a viver escondidos entre humanos. Asmodeus, Belial, Mephistopheles e Raum abandonam as funções nas profundezas sem autorização e transformam casas noturnas, bares de jazz e ruas decadentes da cidade canadense em refúgio improvisado enquanto tentam escapar da perseguição infernal. 

Diferente do imaginário tradicional ligado ao caos e à destruição, eles querem apenas experimentar a vida na Terra, frequentar boates, ouvir música boa, beber, ter noites de prazer e descobrir como funciona a vida longe das regras controladoras do submundo.

É dessa forma que inicia a nova romantasia dark e paranormal Meu namorado demoníaco, escrito pela best-seller do New York Times Aurora Ascher e publicado no Brasil pelo AMORE, selo da VR Editora. 

Ao unir comédia, cenas hot e elementos da fantasia, a autora apresenta um universo em que criaturas circulam entre as pessoas sem chamar atenção graças à tendência da humanidade em ignorar tudo que ameaça sua noção de realidade. Ash, conhecido no Inferno como Asmodeus, vive sob uma maldição que o tornou invisível ao desejo humano: o ex-demônio da luxúria não sente gosto, enxerga o mundo apenas em preto e branco e é tratado por todos como alguém sem qualquer atrativo. Mas sua rotina muda no momento que Evangeline, uma violinista talentosa de Montreal, não apenas percebe sua presença, mas sente atração imediata por ele.

A relação entre os dois começa em uma boate, quando a apresentação da musicista chama a atenção do príncipe demoníaco, enquanto ela se surpreende ao encontrar o único homem realmente concentrado em sua música. 

Em meio aos irmãos que tentam se adaptar à vida na Terra e usar o próprio charme para circular entre humanos, Ash descobre na canção de Eva algo capaz de romper sua apatia. O envolvimento dos dois mistura atração imediata, desejo reprimido, beijos ardentes e tensão sobrenatural, até ser interrompido por um ataque armado que revela à jovem a verdadeira aparência dos fugitivos diabólicos.

Só porque tinham escapado não significava que estavam fora de perigo. Visitas não autorizadas à Terra eram expressamente proibidas. Apesar das mentiras e manipulações, demônios estavam sempre obedecendo a ordens especiais quando visitavam o reino dos humanos. Demônios fugindo completamente de seus deveres e deixando o Inferno sem autorização? Eratão contra as regras que não tinha nem graça. (Meu namorado demoníaco, p. 11)

Após o ataque, a moça tenta convencer a si mesma de que tudo não passou de um delírio causado pelo caos da noite. Mesmo assim, a lembrança de Ash e da conexão imediata entre os eles continua presente. Intrigada com o homem que parecia enxergar e sentir sua música de um jeito diferente de todos ao redor, a protagonista decide reencontrá-lo para descobrir quem ele realmente é. Enquanto o demônio tenta esconder a própria origem e manter distância para protegê-la, os encontros  intensificam a atração, o desejo e a curiosidade que passam a aproximá-los cada vez mais.

Para além do romance dark, Aurora Ascher utiliza humor, cultura musical e elementos paranormais para discutir isolamento, pertencimento e o que é ser verdadeiramente livre. Os protagonistas tentam romper estruturas de controle enquanto lidam com maldições, traumas e a dificuldade de construir vínculos reais. 

Em meio a jazz, caos urbano e criaturas míticas, a autora constrói uma história sobre desejo, identidade e o impacto de finalmente ser visto por alguém em um mundo que insiste em ignorar o que não consegue compreender. Meu namorado demoníaco é o primeiro volume da série Hell Bent – Amores Infernais.

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Connection Terroirs do Brasil reúne grandes nomes do turismo, gastronomia e Indicações Geográficas em Gramado

23 maio 2026

Gramado será palco, de 10 a 13 de junho, de uma das principais experiências brasileiras voltadas aos produtos de origem e às Indicações Geográficas (IGs). O Connection Terroirs do Brasil chega à edição deste ano consolidado como a maior vitrine nacional dedicada aos terroirs brasileiros, reunindo experiências culturais, gastronômicas, conteúdo especializado e negócios em uma programação distribuída por diferentes espaços do centro da cidade.

Com o tema “Feito com alma, a muitas mãos”, o evento valoriza os territórios, os saberes tradicionais e as conexões entre produtores, especialistas e o público. Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae, o Connection transforma Gramado em um grande palco para debates sobre cultura, turismo, inovação, gastronomia e desenvolvimento regional.

Daniela Filomeno

Um dos grandes destaques da programação é o palco de conteúdo, que reunirá especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente para discutir tendências, experiências, posicionamento de marca, turismo, patrimônio cultural, gastronomia e o futuro das Indicações Geográficas.

Entre os palestrantes confirmados está a jornalista e apresentadora Daniela Filomeno, referência em turismo e gastronomia no Brasil. Comandando o programa CNN Viagem & Gastronomia, Daniela já visitou mais de 60 países produzindo conteúdos sobre cultura, hotelaria e experiências exclusivas.

Araceli Ramos

O evento também contará com a participação de Araceli Ramos, executiva sênior de Relações Públicas da José Cuervo e idealizadora do complexo turístico Mundo Cuervo, reconhecido internacionalmente por unir cultura, experiência e valorização da tequila mexicana.

Outro nome confirmado é Rodrigo Ruas, jornalista, apresentador e empresário hoteleiro que soma mais de duas décadas de atuação na televisão e se tornou um dos principais influenciadores de viagens do país.

Rodrigo Ruas

Na área de branding e posicionamento de marcas, o palco recebe Monica Rayol, designer de informação e estrategista que desenvolveu projetos para marcas globais como Microsoft, HP e Canon, conectando identidade visual, cultura e valor de mercado.

Monica Rayol

As discussões sobre Indicações Geográficas e desenvolvimento sustentável terão a presença do pesquisador francês Jean-Louis Le Guerroué, doutor em Ciência dos Alimentos e especialista em patrimônio alimentar, agroecologia e diferenciação de produtos territoriais.

O universo dos cafés especiais será representado por Cecilia Nakao, diretora-presidente da associação responsável pela Denominação de Origem Caparaó e uma das referências na valorização dos cafés brasileiros de origem.

Cecilia Nakao

Na gastronomia, o Connection reunirá chefs que trabalham diretamente com território, sazonalidade e identidade cultural. Entre eles, Rodrigo Bellora, reconhecido por valorizar ingredientes locais e pequenos produtores da Serra Gaúcha, e Pedro Soares, representante de Florianópolis na Rede de Cidades Criativas da Gastronomia da UNESCO, com passagens por cozinhas como Noma e El Bulli Lab.

Também integra a programação o chef e historiador Felipe Cavalcanti, que conecta pesquisa histórica, cultura alimentar e sustentabilidade em projetos gastronômicos voltados aos produtos com IG.

O debate sobre comércio internacional, propriedade intelectual e acordos globais terá participação de especialistas como Rafael Mafra e Daniel França, ambos com atuação em negociações internacionais e estudos ligados às Indicações Geográficas.

A programação ainda valoriza o artesanato e os saberes tradicionais brasileiros com a presença da artesã paraibana Marlene Leopoldino, reconhecida pela UNESCO e pelo Conselho Mundial do Artesanato por seu trabalho com renda tradicional nordestina.

O nome mais recente a ser confirmado é para a conexão internacional com o Peru. Fernando Castillo é um diplomata comercial e especialista em negócios internacionais, com ampla atuação na promoção das exportações peruanas e na internacionalização de mercados.

O palco contará também com mediações de profissionais ligadas ao turismo, comunicação, inovação e economia criativa, como Anelise Zanoni, Sara Bodowsky, Kelly Bruch e Maira Fontenele Santana.

Além do conteúdo técnico, o Connection Terroirs do Brasil promove experiências sensoriais, circuito gastronômico, exposições, feira de produtos certificados e ativações culturais, fortalecendo a conexão entre turismo, identidade territorial e economia criativa. Mais informações no site connectionexperience.com.br e nas redes sociais @connection_experience 

Texto: Fernando Gusen | Foto: Connection/Divulgação
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O único antídoto contra o medo que se espalha

19 maio 2026


Aranhas em meu estômago, sequência de Todas as minhas libélulas, leva o leitor de volta ao continente de Aware, um mundo marcado pela ameaça constante dos teannins (seguidores de forças malignas). 

Neste segundo volume da série Crônicas dos Filhos de Malkiur, a protagonista Joana precisa lidar com o luto e as consequências das próprias escolhas. Acompanhada dos amigos, ela parte rumo à cidade de Ézer em nova missão: recuperar fragmentos do livro sagrado El Berith para garantir o futuro do seu povo em meio a uma guerra crescente. 
 
Ao chegar ao destino, porém, os jovens descobrem que a influência nociva dos monstros é muito maior do que poderiam imaginar. Agora, o grupo precisará se adaptar a uma vida longe de casa, construir novas alianças e enfrentar uma epidemia misteriosa que se alastra pela cidade, causando destruição e pânico. 

Enquanto lutam contra esses perigos externos, eles também travam uma batalha invisível dentro de si: remorso por decisões do passado, medo, trauma e dúvidas que se espalham como veneno. 
 
É esquisito ver todos os meus amigos armados. Da noite para o dia, foram obrigados a se tornar guerreiros. De algum modo, sinto que isso é culpa minha.  
(Aranhas em meu estômago, p. 27) 

Narrada de forma epistolar por meio de cartas e relatos, a obra se apoia na jornada emocional e espiritual dos personagens para dialogar com dilemas da juventude, como identidade, saúde mental e propósito. 

Ainda, a autora Gabrielli Casseta combina elementos de terror e fantasia cristã, construindo uma metáfora sobre o poder da esperança mesmo quando as trevas parecem consumir tudo ao redor. Uma história sobre dor, coragem e redenção, este lançamento da Editora Mundo Cristão vai agradar fãs de aventuras épicas com toque de reflexão espiritual. 

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Ficção juvenil mergulha em mistério sobrenatural

15 maio 2026


Sarah e Alex retornam das férias escolares em uma atmosfera diferente. Além das conversas corriqueiras, ambos percebem uma curiosidade amorosa pelo outro. O início da paixão, marcado pelo despertar de sentimentos e sensações, ganha direção inesperada quando eles se veem em uma realidade aterrorizante: jovens começam a ser assassinadas na fictícia cidade litorânea onde vivem.

A sucessão dos crimes desencadeia um tormento para a garota, que passa a sofrer com pesadelos realistas e visões macabras. Em O Rito do Pentagrama, primeiro volume da série literária Os Artefatos Profanos, os protagonistas do escritor Vitor Truono precisam enfrentar as consequências das ações de forças ainda desconhecidas enquanto lidam com o próprio amadurecimento.

Diante da falta de resultados por parte das autoridades, Sarah decide iniciar a própria investigação. Ela descobre que a possível resposta para solucionar o mistério está ligada a um pentagrama, elemento central de rituais que seguem a mesma lógica: são realizados em mulheres apaixonadas e durante noites de lua minguante. Mas o que será necessário abdicar para garantir a sobrevivência?

— Por isso tenho tido visões estranhas?
— Sim. Por você ser igualmente apta a canalizar energia com facilidade, às vezes, isso funciona inversamente também. Você pode monitorar o invocador. É assim que pode ajudar. Entende que essa pessoa é um assassino? Ele é responsável por crimes hediondos, e precisamos levá-lo à polícia.
(O Rito do Pentagrama, p. 285)  

A narrativa convida o leitor a entrar em uma história que mescla vivências comuns ao extraordinário. Elementos como amuletos mágicos, experiências sensitivas e dons sobrenaturais constroem um universo que transita entre a fantasia e o terror.

Com personagens que estão no turbilhão da adolescência, O Rito do Pentagrama se aproxima do público juvenil ao combinar a trama com referências do mundo pop. A música, por exemplo, é um dos recursos utilizados para contextualizar o enredo. Sucessos como “Equalize”, de Pitty, e “We Belong Together”, de Mariah Carey, embalam dramas que também tocam em assuntos como dependência química e saúde mental.

Inspirado por nomes como R. L Stine e Agatha Christie, Vitor Truono desenvolve uma história de enigmas que se conectam com o peso emocional da juventude. “O livro nasceu mais como um fluxo criativo do que como um projeto planejado — é uma história que fui descobrindo ao logo da escrita, impulsionado por vivências reais, memórias e emoções”, elabora o escritor.

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Gramado Summit 2026: três dias de conexões, inovação e o lado humano da tecnologia

09 maio 2026


Os três dias de Gramado Summit 2026 foram recheados de vários vértices do mercado online, desde palcos e palestras voltados para e-commerce, Inteligência Artificial, mundo dos games, turismo do futuro, marketing digital, inovação, vendas e empreendedorismo.

Além das palestras, o Serra Park virou um verdadeiro ponto de encontro para networking, parcerias e novos negócios através dos vários expositores e startups da região — e também nacionais.

Mais de 23 mil pessoas circularam durante os três dias de evento. Mas, mais do que números, a sensação era de estar vivendo um grande ecossistema em movimento.


O tema “Make It Human” trouxe um olhar necessário para o futuro


Em uma época em que tudo gira em torno da Inteligência Artificial e da automação, a edição de 2026 trouxe um tema extremamente provocativo: “Make It Human”.

A proposta do evento foi justamente discutir como a tecnologia pode continuar evoluindo sem deixar de lado aquilo que nenhuma máquina consegue substituir: criatividade, empatia, visão estratégica, conexões humanas e autenticidade. E isso ficou muito evidente nos conteúdos apresentados ao longo dos palcos.


O mais interessante da Gramado Summit é justamente a diversidade de assuntos acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto um palco falava sobre IA aplicada aos negócios e produtividade, outro debatia creators economy, branding, vendas, comunidades, startups, futuro do turismo, games e transformação digital.

A Arena Geek, uma em que assisti muitas palestras, por exemplo, mostrou como o universo gamer e a cultura pop já fazem parte das estratégias de comunicação e negócios de grandes marcas.

Também foi impossível não perceber o quanto a Inteligência Artificial dominou as conversas deste ano. O evento trouxe uma abordagem interessante: como usar a tecnologia para potencializar ideias, acelerar processos e abrir espaço para que as pessoas foquem no que realmente importa.


O networking talvez seja uma das partes mais valiosas


Entre uma palestra e outra, os corredores do evento eram uma extensão dos palcos. A cada caminhada surgiam novas conversas, trocas de experiências, conexões inesperadas e oportunidades de negócio.

E talvez esse seja um dos maiores diferenciais de eventos presenciais como a Gramado Summit: a possibilidade de encontrar pessoas que estão construindo, criando e inovando em diferentes áreas — mas vivendo desafios muito parecidos. Futuros parceiros de negócios, trocas do mercado de trabalho, e muito mais.

Era possível conversar com empreendedores iniciando suas startups, profissionais do digital, investidores, creators, empresas tradicionais se reinventando e marcas buscando novas formas de se conectar com o público. Tudo no mesmo espaço.


O evento também reforçou como o Rio Grande do Sul continua sendo um polo forte de inovação e empreendedorismo. Entre os destaques, uma startup gaúcha venceu a principal disputa da Gramado Summit com uma solução voltada à prevenção de intoxicação por nicotina, mostrando como tecnologia e impacto social podem caminhar juntos.


Depois de tantos conteúdos, conexões e insights, fica aquela sensação de que eventos assim expandem a nossa visão. Porque não é apenas sobre aprender tendências novas.

  • É sobre perceber como o mercado está mudando.
  • Como as marcas estão se comunicando.
  • Como a tecnologia está transformando profissões.
  • E principalmente: como ainda existe espaço para autenticidade em meio a tanta automação.

A Gramado Summit 2026 terminou, mas deixou várias reflexões importantes sobre futuro, inovação e presença humana nos negócios. Com certeza, a certeza que ficou foi: Em um mundo cada vez mais tecnológico, o diferencial continua sendo aquilo que nos torna humanos.
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MONIQUE LARENTIS

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